O vazio entre identidades é real
- costagjorup
- 4 de jan.
- 4 min de leitura

Sim, é real.
Então, não, não tente entender bem entendido nem performar nada agora, combinado?
Pois talvez você esteja passando por isso e não saiba nomear.
E, como ninguém passa ou chega aqui na página por acaso, o que você busca pode estar logo nas linhas abaixo.
Vamos juntos/as.
Sim, o "futuro" está no ar, você pode senti-lo como real, em todo lugar, como se você estivesse vivendo o enredo dos filmes de multidimensionalidade.
Você sente, literalmente, que parece estar em outra realidade mas...nada mudou.
Isso?
Digamos... Você "bugou" com o que está sentindo.
Vamos "desbugar" isso?
Quando estamos num caminho de nos conhecer, de ir pra dentro buscar as respostas que o mundo não deu, estamos claramente numa travessia.
Vamos atravessar quem fomos, quem somos e em quem nos transformaremos com tudo isso.
Sim, se você está aqui, já deve ter lido que não somos quem achamos que somos, somos o que as histórias contadas para nós e vividas por nós fazem de nós.
E, com a mesma certeza de que dois mais dois é cinco, você vai se encontrar de forma clara e rápida, a partir do momento em que soube que "você não é você".
Não, não vai.
A clareza virá mais dia menos dia mas, nem eu, nenhum canal nem você, saberá quando.
Depende do que sua alma programou como o tempo e os recursos necessários para você se desprogramar do quê e de quem você não é.
É como se você tivesse muitos, muitos panos, camadas por sobre você...
É muito usada a figura metafórica da cebola para passar essa ideia das camadas que precisamos tirar para descobrirmos o miolo que somos, em verdade.
Se você nunca leu nada a respeito, pode me procurar que passo umas referências para você, mas não quero me alongar aqui nesse tema que não é o foco hoje.
O foco é apenas tomar como base que você já sentiu que há algo mais profundo em você. Algo que esse você que você já tem a consciência de existir como personagem, não representa o Você que você sabe que existe num "miolo", mas você não acessou ainda.
Será?
Vou te dizer que você já acessou mas num nível talvez inconsciente.
Se você passa por essas sensações de despersonalização, de “já vivi isso antes”, “estou estranho/a”, “estou aqui mas não pareço estar aqui”...
Bem-vindo/a, você anda integrando seus eus, incorporando realidades a essa realidade e...
Mesmo com tanta coisa acontecendo no mundo e à sua volta, o vazio é enorme.
Parece não caber no vazio de tão vazio.
Entendeu mesmo sem entender?
É assim mesmo.
São coisas que passamos, vivenciamos a nível de nosso Eu Original (Eu Superior ou como você já tenha ouvido ou goste de chamar), anexando essa Consciência que Somos a quem estamos.
E, entre os eus todos que vestimos ao longo da vida, os de vidas paralelas, simultâneas, passadas e futuras, os quais estamos integrando ao Um, surge o vácuo, o vazio entre as identidades.
Quando uma narrativa que você sustentava, papéis, dores, histórias, funções que sustentavam um eu seu, quando isso cai, você fica sem referência.
Psíquica, espiritual, emocional...
Um “gap”, uma desorganização adaptativa...
Em palavras fáceis de entender?
A gente se sente em terra de ninguém dentro de nós mesmos.
Você não é mais quem era mas também não incorporou quem está passando a ser.
E esse desconforto que surge, uma “irritação que não é irritação”, um “quero ir mas quero ficar”, um “tô com sede mas tô com fome” ele é real, sim...
Não vai passar com antidepressivo, corrida ou comida.
Porque essa identidade não é só “quem eu sou”, ela é quem você é e quem você está dentro de uma rotina, de uma narrativa, de pertencimento, papel no mundo ou no mundo de alguém.
Quando isso cai, você, seu sistema inteiro parece ter colapsado, como se perder a identidade fosse perder a segurança e um lugar para existir.
Vamos sim, ao que fazer com isso... okay, vamos lá.
Introjetar que esse vazio não é ausência, não é um buraco, tá?
Por mais que a sensação seja essa ou que você queira entrar num buraco e só sair quando tudo “normalizar”, entender que essa transição entre quem você está deixando de ser e quem você ainda não É,, não é seu fim.
É o fim de como você se conhece e do seu mundo como gira em torno de quem você era.
Nessa fase você não vai ter aquela narrativa bonita e convincente do “eu sei quem eu sou”, e está tudo bem.
Sabe o que você vai precisar?
Escutar, entender e socorrer seu corpo porque sim, ele vai manifestar talvez alguns ou uma porção de sintomas dessas liberações, tá?
Não vai buscar fazer nada grandioso, grandes mudanças, grandes projetos, performar nada, porque vai estar tudo sem a base sólida de quem você É, mas ainda não sabe que é.
E aguenta firme pois sim, o mundo lá fora não vai estar mudando na mesma velocidade que você por dentro.
Há um delay em o mundo refletir sua nova identidade.
Estabiliza no agora pois você está no único lugar onde uma identidade real pode nascer: em você mesmo/a.
Com meu carinho enorme por você e pela sua jornada,
Priscíla R.Costa


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